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16 de junho de 2026 · 5 min

Do palco de Lisboa ao de Bruxelas: cobrir uma cimeira internacional

Do palco de Lisboa ao de Bruxelas: cobrir uma cimeira internacional

Há quatro anos que cubro o Digital with Purpose Global Summit do GeSI — a Global Enabling Sustainability Initiative. As três primeiras edições que acompanhei foram em Lisboa; este ano, a cimeira saiu de Portugal pela primeira vez e fez-se em Bruxelas, no venue The Egg. Como fotógrafo de eventos corporativos internacionais, foi exatamente este salto — o de continuar com o mesmo cliente, mas fora do país — que tornou o trabalho mais interessante e mais exigente.

Quando uma organização internacional como o GeSI — cujos membros incluem empresas como a Google, a PwC, a IBM e a Huawei — leva a sua cimeira para outro país, o fotógrafo deixa de poder contar com aquilo que dá por garantido em casa. Não conheço o espaço de antemão, não posso fazer uma visita técnica na véspera com calma, e o briefing chega quase todo à distância. Preparei a cobertura de Bruxelas a partir de Lisboa: estudei plantas e fotos do The Egg, percebi onde ficavam o palco, a plateia e as zonas de networking, e cheguei já com um plano de planos a fazer — porque o reconhecimento do venue, naquele caso, só aconteceu no próprio dia.

A isto juntam-se as exigências práticas de trabalhar fora: o fuso, a logística de viajar com o equipamento, e prazos de entrega pensados para uma organização internacional que comunica em vários mercados ao mesmo tempo. A experiência de já ter feito três edições deu-me a confiança de que conhecia o evento por dentro — o tom, o ritmo, o que cada momento vale para o cliente — mesmo num espaço que era novo para todos.

No terreno, organizo os dois dias por camadas, como faço em qualquer cimeira. A primeira é a da credenciação e da logística de entrada: a chegada dos participantes, os crachás, o letreiro The Egg, o primeiro café. São imagens que dão o contexto do evento e mostram a escala da audiência antes de tudo começar.

A segunda camada são as plenárias e os painéis. É a mais técnica: timing rígido alinhado ao programa, luz de palco a mudar a cada orador, e ecrãs gigantes que tanto ajudam a contar a história como dificultam a exposição. Aqui é preciso estar posicionado antes de cada keynote, antecipar quem fala a seguir e trazer tanto o plano largo que mostra a dimensão da sala como o retrato do orador em palco.

A terceira camada é a do networking e do cocktail — os prémios às startups e às organizações Digital with Purpose Committed, os apertos de mão, as conversas nos intervalos. É a parte mais espontânea e a que melhor capta o ambiente da cimeira, mas exige a mesma atenção: é onde estão as imagens que humanizam o evento e que o cliente usa nas redes e na comunicação durante meses.

Se a sua organização realiza cimeiras, convenções ou eventos corporativos fora do país de origem e precisa de um fotógrafo com experiência a cobri-los — não só em Lisboa, mas a viajar — fale comigo. Fotógrafo de eventos corporativos internacionais, de Portugal para onde o evento acontecer.